quinta-feira, 11 de julho de 2013
segunda-feira, 10 de junho de 2013
PELOTAS/RS-Dicas de Viagem--Mais fotos
Prédio da Secretaria da Receita Municipal.Construído em 1926, foi o antigo Banco do Brasil. Interessante sua cúpula mansarda, sacadas, azulejos. É um marco da arquitetura pelotense
Clube Caixeiral; Belo prédio no qual destaco sua porta principal, pela eclética arquitetura.
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Praia do Laranjal: Dista apenas 10 minutos do Centro. É o recanto preferido pelos pelotenses no verão, quando aproveitam as águas calmas da Laguna dos Patos para se banharem e praticarem esportes náuticos..Suas enormes e centenárias figueiras fornecem sombra,dando inveja às nossas praias do litoral norte. O cuidado e a limpeza do calçadão, bem como dos quiosques ali existentes encantam o visitante. Almoçamos no restaurante Santo Antônio, que recomendo.
PELOTAS/RS-Dicas de Viagem
Distante 263 quilômetros de Porto Alegre, via BR216, de Pelotas festeja, até 16.06.2013, sua FENADOCE, em seus pavilhões onde, além das guloseimas, são expostos diversos artigos, atraindo um grande número de turistas.Tive oportunidade de rever Pelotas, após trinta anos de meu primeiro contato com aquela cidade. Naquela época, vi uma localidade sem graça, envelhecida pelo tempo. A beleza que nos transmitiu na recente visita, mudou minha concepção a respeito do município, famoso por suas Charqueadas, principal fonte da economia local, no início de sua história.Depois de provar os deliciosos doces caprichosamente elaborados por descendentes da colônia portuguesa, ali presente, fiz algumas tomadas fotográficas do Centro Histórico, que repasso aos amigos.
Mercado Público: Totalmente restaurado, guarda alguma semelhança com nosso Mercado Municipal. Difere, pelo fato de ter apenas um andar, mas suas torres são detalhes que o destacam. Considero um dos prédios mais belos da cidade. Estilo neo-clássico, foi construído em 1848 e sua torre do relógio e o farol de ferro foram importados de Hamburgo, Alemanha.
Biblioteca Pública Municipal
Casarão com riqueza arquitetônica, edificado para o Charqueador José Vieira Viana, no início do século XIX, reformado em 1886.-Localiza-se junto à Praça Cel. Pedro Osorio.
Catedral de São Francisco de Paula: Desgastada em sua fachada externa, guarda, em seu interior grande parte da obra de Aldo Locatelli, que impresiona por sua beleza.
sexta-feira, 7 de junho de 2013
MAS QUE PROGRESSO É ESSE, TCHÊ?
MAS QUE PROGRESSO É ESSE, TCHÊ?
Na Semana do Meio-Ambiente, nada mais ilustrativo do que a
charge de IOTTi publicada no jornal Zero Hora de 05.06.2013. Ela espelha bem o
que ocorre no Brasil, onde a dizimação da Mata Atlântica serve para abastecer
siderúrgicas que produzem o aço, que alimenta a indústria automotiva cujos
veículos saturam nossas ruas, afetam nossa saúde, com a emissão do monóxido de
carbono, e causam acidentes com mortes ou danos irreversíveis aos seres
humanos.
Os pichadores que abominamos e grafiteiros, que admiramos,
pintaram os muros da Fundação Pão dos Pobres, no bairro Cidade Baixa, em Porto
Alegre. As duas imagens, abaixo expostas, dão idéia da ação predatória do homem
e de suas conseqüências.
Em nossa cidade, um dos crimes ambientais praticados pelo
Poder Público Municipal com aprovação da Câmara de Vereadores de Porto Alegre,
ocorreu dois anos atrás, quando retiraram do Parque Marinha do Brasil, inúmeras
árvores, mesmo sob protesto dos moradores do Bairro Menino Deus. Muitos, eram
eleitores de nossos representantes no parlamento municipal. Agora, com o
beneplácito da Justiça, cortaram grande número de árvores, com o mesmo
objetivo, qual seja, a realização da Copa do Mundo de 2014. As fotos abaixo dão
uma idéia do que significa “progresso” para os gestores públicos.
Mas, afinal, o que é esse tal de “progresso”? Segundo
Aurélio, em seu Dicionário, encontramos: “marcha para adiante”, “evolução”,
“melhoria”, “civilização”. Este último conceito motivou minha reflexão. Será um
ato civilizado “atapetar” nossas vias públicas com asfalto, reduzindo a
dimensão de bueiros e bocas de lobo, aumentando a possibilidade de alagamentos?
Mas, a maioria dos cidadãos, aplaude a medida. Os carros rolam mais macios, a
velocidade pode ser maior, (apesar dos riscos de acidentes), não importa que no
verão de mais de 40 graus, o asfalto quase derreta, emitindo aquele odor
característico do petróleo, nossa riqueza. Enfim, o carro é prioridade, as
árvores são acessórios descartáveis, em nome do “progresso”.
Voltando à produção automotiva: o Governo reduz impostos
sobre a venda de caminhões e carretas, que inundam nossas estradas, ao invés de
investir em ferrovias e transporte fluvial e marítimo, menos poluente.
E o futebol? Ah o futebol. Durante o período da ditadura
militar, uma Copa do Mundo fez com que a maioria dos cidadãos esquecesse o
autoritarismo reinante, a tortura de cidadãos, o exílio de cabeças pensantes e
fechamento de entidades de estudantes, impedidos de exercer cargos na política,
espaços então ocupados por pseudo-representantes do povo, verdadeiras
mediocridades oportunistas. O “ópio do povo” continua a justificar prioridades,
como o destino de bilhões de reais para a construção ou reforma de estádios, em
detrimento da saúde pública no país. Não vou negar que todas essas obras geram
empregos. Mas e depois da Copa? Se os recursos fossem aplicados na construção
de hospitais, contratação de médicos, enfermeiros, aquisição de equipamentos
hospitalares, acredito que a relação custo-benefício representaria um salto de
qualidade no caos que é o péssimo atendimento dos pacientes do SUS.
Sei que me alonguei na abordagem do problema e não consegui
abranger tudo o que está sendo negligenciado na defesa do Meio-Ambiente, em
cuja semana nos encontramos. Vivemos em dois Brasis, com inundações e secas em
seus extremos que poderiam ser resolvidas, se as verbas destinadas aos projetos
para amenizar aqueles problemas cruciais, chegassem ao seu destino. Alguns
políticos corruptos são os responsáveis. Nós os elegemos, mas fomos enganados
como estão enganados todos aqueles que acreditam que a derrubada de árvores,
reduzindo a oxigenação da cidade, o asfaltamento de ruas, a mudança de projetos
viários, resolverão os problemas do trânsito de Porto Alegre. Como último
argumento, respeitando opiniões contrárias, entendo que o crime ambiental
cometido junto à Usina do Gasômetro e que será perpetrado na Avenida Tronco,
onde se prevê o corte de mais de mil árvores, poderia ser evitado, com melhores
projetos de engenharia de tráfego, mesmo que mais onerosos, pois a vida humana
não tem preço e depende da harmonia ambiental, hoje desequilibrada pela ação
predatória do homo sapiens.
quarta-feira, 29 de maio de 2013
MÚSICOS NA RUA DA PRAIA-PORTO ALEGRE
Ao circular pelo centro de Porto Alegre, tive despertada a curiosidade sobre alguns músicos que cantam e executam seus instrumentos em nossa Rua da Praia. Decidi, então, fazer uma matéria, que repasso aos amigos.
CHARLES BUSKER: Encontrei-o junto à Praça da Alfândega, onde encanta os apreciadores das composições de Bob Dylan, Pink Floyd, Paul Simon e outros. Com sua voz, violão e harmônica, o gaúcho natural de Canguçu, é um atrativo musical que enriquece com sua arte, a rua "que não tem praia e não tem rio", mas tem música para todos os gostos. Contou-me que sua permanência ali, por várias horas, oportuniza alguns contratos para eventos, sem a intermediação de "atravessadores".
ANTONIO SANGUINETTI: Violonista uruguaio, com formação no Conservatório de Música Falleri Balzo, de Montevidéu é outro instrumentista e compositor que nossa Rua da Praia oferece aos passantes. Lecionou música em escolas uruguaias, editou alguns CDs com tangos, milongas e obras de Bach, Schubert e Gardel. Aprecio muito quando ele, sisudo mas compenetrado em extrair musicalidade latina das cordas de sua guitarra, interpreta trechos da obra de Joaquin Rodrigo, em especial, Romanza. Eventualmente, pode ser visto no Brique da Redenção.
LUAN RICHARD: Sempre bem humorado, Luan é um violonista e cantor que nos transmite os maiores clássicos da MPB, somados ao ecletismo de seu repertório, bem variado. É deficiente visual. Segundo eu soube, enxerga apenas vultos, mas nem todos notam, pois sua música transpõe as barreiras de sua deficiência.
ZÉ DA FOLHA: Segundo ele me contou, veio de João Pessoa, na Paraíba, onde nasceu.Peregrina há mais de sessenta anos por nosso país, principalmente em Curitiba, Bento Gonçalves e Porto Alegre, onde tem permanecido.Além do violão, o toque diferente de sua interpretação é o uso da folha de Jambolão que ele colhe no Parque da Redenção, em nossa cidade. Afinado, além das músicas executadas com seu violão e folha, ele imita sons de animais, com precisão. Por certo não faltarão folhas de Jambolão para o Zé, pois o Parque Marinha do Brasil contempla várias espécies daquela planta.
GRUPO "APURO": O trio argentino com quem conversei, executa tangos, milongas e várias composições de autores portenhos. Em sua simplicidade e alguma timidez, conseguem, através da música latina nos transportar para a nostálgica Buenos Aires. Vale a pena destinar alguns minutos de sua passagem pela Rua da Praia, para conferir.
domingo, 12 de maio de 2013
GIBA GIBA- Viva a Negritude
Neste dia 13 de Maio, gostaria de prestar minha homenagem a todos os negros do Brasil, em especial do Rio Grande do Sul, representados na pessoa de Giba Giba.
Talvez muitos não saibam a quem me refiro. Cantor, compositor, percussionista e também ativista cultural, ligado a movimentos negros, foi um dos fundadores e primeiro presidente da escola de samba Praiana.
Giba Giba foi meu colega no Ensino Médio e sempre que nos encontramos, lembro nossa curta mas amistosa convivência. Seu nome está intimamente ligado ao tambor erigido na praça existente em nossa Rua da Praia, bem no seu começo, junto ao Museu do Trabalho. Giba Giba é um dos maiores expoentes na utilização do tambor sopapo, instrumento que muito tem a ver com a autêntica música de nosso Estado. Parabéns, Giba Giba.
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