quinta-feira, 16 de setembro de 2010

NO MERCADO PÚBLICO DE PORTO ALEGRE (II)
















Prosseguindo, postei algumas imagens que captei no Mercado e nas suas imediações. A Feira de Antiguidades realizada em um de seus quadrantes, teve como temática principal a Semana Farroupilha. Os organizadores expuseram num dos espaços, vários objetos integrantes da história do nativismo, tais como, chaleiras, lampiões, uma carreta e outros elementos que lembram o ambiente familiar de nossos antepassados. Em 13.09.2010, o ineditismo para os frequentadores do Mercado, foi a missa crioula celebrada por um padre da Igreja Na.Sa. do Rosario. No Largo Glenio Peres, ora em obras decorrentes da implantação do Projeto de Revitalização do Centro Histórico, estão previstos deques de madeira com barracas de lona plástica junto aos restaurantes e lancherias que fazem frente para o referido largo. Considero polêmico, tendo em vista a poluição visual e a descaracterização da fachada do prédio. A proteção contra a intempérie, para os clientes dos estabelecimentos é uma das justificativas. O tempo dirá. Aquele espaço é amplamente utilizado para shows, eventos políticos e feiras, como a do peixe, realizada anualmente. Mas, voltando ao nosso Mercado, sugiro aos amigos que destinem alguns momentos de seu tempo para um passeio naquele patrimônio que nem sempre damos o devido valor. Em nossa vida, às vezes perdemos tempo com superficialismos. Apreciar a beleza contida no interior daquele patrimônio de nossa cidade, por certo nos reportará a um passado permeado de magia, produzindo um rastro luminoso em nossa memória.





NO MERCADO PÚBLICO DE PORTO ALEGRE
















Sou frequentador assíduo do Mercado Público. Gosto de circular por suas dependências, em especial no pavimento superior, de onde se tem uma ampla visão da diversidade de pessoas que ali se dirigem em busca de produtos expostos nas várias bancas ali existentes. Na peixaria, os vendedores alardeiam sobre a qualidade do pescado. Depois, nosso olhar recai sobre um festival de cores irradiado por legumes e frutas, muitas delas, exóticas, contrastando com o local em que são vendidos salames e defumados para todos os gostos. O Mercado tem história registrada no Memorial, localizado na parte de cima, que permite acesso a dados explicativos, desde sua fundação. Segundo historiadores, o braço escravo muito colaborou para sua construção. Inaugurado em 1869, hoje é Patrimõnio Histórico de Porto Alegre. Sobreviveu à enchente de 1941 e aos incêndios ocorridos em 1912, 1976 e 1979. Sua arquitetura original era neoclássica. Após as reformas, tornou-se eclética, Falando em arquitetura, o quatro é um número sagrado para os africanistas que cultuam o Mercado. Ele aparece nos espaços por onde andamos. Quatro são as entradas, quatro as vias de circulação de pessoas. Ali, segundo os adeptos da religião afro, emana a força de um orixá da fartura. Em datas alusivas, eles expõem artigos e componentes de rituais e até praticam atos como o que eu chamaria de "limpeza mística do corpo" e a venda de pequenos patuás, para evitar malefícios. Em uma dessas ocasiões, observei adeptos e leigos no assunto buscarem a energia dos médiuns ali presentes, para amenizar seus problemas. Elementos para a realização dos rituais, como velas, incensos e outros componentes místicos, são encontrados em quatro bancas do Mercado, colocadas em locais estratégicos daquele quadrilátero.(Atentaram, que o número quatro reaparece, com seu significado sobrenatural? ) Obs.:O tema segue, no blog seguinte.





terça-feira, 7 de setembro de 2010

UM OLHAR SOBRE O BRIQUE DA REDENÇÃO











Após alguns dias de chuvas constantes em nossa "Portinho", aproveitei o período de sol para um passeio no Brique. Segundo alguns autores, é uma versão do Marché aux Púces de Paris (Mercado das Pulgas) ou da Feira de San Telmo, em Buenos Aires. Na minha opinião, aquele espaço não fica adstrito às características dos locais mencionados. Além do artesanato, das barracas de artes plásticas e antiguidades, o brique é ponto de manifestações culturais, artísticas e políticas. Saindo do Parque Farroupilha, junto ao Monumento ao Expedicionário, nos deparamos com alguns tipos interessantes, como a estátua viva, representando um personagem da Mitologia Grega e um poeta e declamador (Marcos Bahrone), que, por uma contribuição simbólica, nos brinda com poemas de Fernando Pessoa, Augusto dos Anjos, entre outros. Mais adiante, nos comovemos ouvindo os pequenos índios guaranis e caingangues, cantando ou esculpindo pequenas estátuas em madeira, representativas de animais silvestres. Já, quase na esquina com a Av. Osvaldo Aranha, apreciamos o cantar latino de um pequeno grupo de equatorianos, com seus trajes típicos. São apenas alguns dos eventos que o brique nos reserva. A multiplicidade de atrações, ocorrentes naquele espaço, o colorido das telas expostas, a diversidade criativa nas barracas de artesanato, a palavra encenada, tanto nas peripécias do "homem do gato", como do poeta ou de eventuais grupos de oficina teatral, estimulam nosso imaginário. Despertam, então, o desejo de retorno àquele local para um reencontro com a arte e com amigos distantes, os quais é raro nos cruzarmos no cotidiano. Ouvimos, também, o ruído disperso de passos e vozes crescendo entrelaçadas e, no fim da tarde, ao chegar o crepúsculo, admiramos o espetáculo do astro-rei, pincelando o céu com suas cores que, sob diáfanas nuvens, se despede de mais um dia no Brique da Redenção.




quinta-feira, 2 de setembro de 2010

MACEIÓ-Angra de Ipioca
















Para quem deseja curtir praias mais próximas de Maceió, aqui vão algumas sugestões.





Praia do Gunga: Localizada na cidade de Barra de São Miguel, onde é possível chegar por escuna, ônibus ou van. Fica a 33 km. ao sul da capital e possui boa estrutura para o turista. A paisagem lembra praias do Caribe, em especial Cancun, que tive o prazer de conhecer.





Praia do Francês: Distante 21 km. do centro de Maceió, com águas de verde claro a azul intenso, barreiras de recifes, merece ser visitada.





Angra de Ipioca:Foi o local que mais nos agradou. Apenas 20km de distância de Ponta Verde, é uma praia de areias brancas e fofas, águas mornas e azuis, sem ondas . O acesso é por um condomínio aberto ao público e limitado a aproximadamente cem pessoas. O ideal é chegar cedo. Os proprietários do restaurante Hibiscus, único no local, preservam a natureza. Bromélias e outras plantas nativas embelezam aquele paraiso, vicejando pelos ambientes onde transitamos. Paga-se o transporte até o local e apenas o consumo. Consegue-se, sem ônus, colchonetes plásticos para banho de sol. àgua de côco em jarra é vendida a preços módicos e um barco catamarã permanece ancorado para passeios até os recifes. Não deixe de visitar e curtir.





FORTALEZA-Praia do Futuro e Beberibe
















Aproveitando meu diário de viagens, vou dar algumas dicas aos amigos que, porventura, forem a Fortaleza.Um aspecto negativo nas principais capitais nordestinas é a poluição de suas praias. É uma realidade, ocultada pelas agências de viagens e facilmente constatada pelo turista mais atento. Em Fortaleza, existem duas opções para um contato com a natureza em mar não contaminado. Uma delas é no Beach Park, com estrutura direcionada principalmente aos jovens e onde tudo é caro, a começar pelos ingressos. A outra é a Praia do Futuro, distante 20 km.do centro, com acesso por ônibus ou táxis. Recomendo evitarem os fins de semana, devido ao movimento. A melhor barraca para ficar é a Crocobeach, com estrutura e segurança razoáveis. Se decidirem fazer caminhadas para além das barracas, não levem máquinas digitais nem valores, em razão da possibilidade de assaltos. Postei uma foto do local.





Muitos passeios são oferecidos defronte os hotéis. Sugiro um que achei interessante. Trata-se de Beberibe, a 74km. da capital. O nome, em Tupi, significa bibi=que vai e que vem; ri=água corrente. Também é conhecida como "o lugar onde cresce a cana". Nas fotos, os amigos verão a praia de Uruarú, bastante extensa. Próximo dela, a Praia de Morro Branco, constituída por falésias formadas por areias coloridas. O turista pode transitar por passagens estreitas, admirando os diversos matizes das areias, utilizadas pelos artistas locais na confecção de belas peças de artesanato. Na praia, estão disponíveis triciclos para alugar e rodar pela beira do mar, o que fizemos com a emoção de novatos ao dirigir aqueles veículos. Foi um deleite para os olhos, a visão que tivemos da janela do restaurante local, que postamos.










FORTALEZA-CE.-Praia do Futuro e Beberibe

domingo, 29 de agosto de 2010

VIAGEM A NATAL E MACEIÓ
















Repasso, aos amigos, algumas fotos de Natal e Maceió, iniciando por Ponta Negra, com seu extenso calçadão, tendo ao fundo o Morro do Careca, cartão postal daquela praia, famosa por suas belezas naturais.Após, uma foto noturna do mesmo e duas da Praia dos Golfinhos, localizada em Tabatinga, no litoral sul do Rio Grande do Norte. Finalizando essa etapa, postei uma foto da Praia do Dunga, em Maceió, cujo cenário dispensa comentários.